A verdade sobre o Bitcoin e as Criptomoedas

O Dólar e as moedas fiduciárias como o Real tem sido as moedas mais populares do mundo por mais de meio século, mas isso está começando a mudar.

Nossos bancos centrais tem mexido e depreciado muito o valor dessas moedas e as pessoas estão querendo substituí-las por algo melhor.

Uma moeda tem dado o que falar ultimamente: Bitcoin, uma criptomoeda digital que foi programada para a internet do Século XXI.

A História do Dinheiro

Muitas coisas já foram utilizadas como moeda na história, entre elas: ouro, prata, trigo, conchas do mar, tabaco, sal, papel e muitas outras coisas. Algumas moedas deram certo e outras morreram como meio de troca. Mas por quê?

O que torna algumas moedas melhores que as outras?

Propriedades

Não é nenhum decreto governamental que torna essas moedas melhores que as outras, mas sim, suas propriedades. Certas propriedades são essenciais a uma moeda saudável, e se observarmos bem o dólar e as outras moedas fiduciárias, não parecem tão boas assim, especialmente em comparação aos outros favoritos históricos que foram usados como meio de troca, como o ouro, a prata e recentemente o Bitcoin.

Uma moeda sadia tem essas qualidades:

1 – Mantém seu valor (poder de compra) ao longo do tempo;
2 – Tem uma quantidade limitada de oferta;
3 – É facilmente divisível;
4 – É portátil;
5 – É confiável e segura.

Se você quiser comparar moedas de igual pra igual para ver qual delas é a melhor, elas tem que ter essas 5 qualidades. Mas antes, precisamos entender a importância destas qualidades.

1 – Reserva de valor – precisa manter o seu poder de compra.

Imagine uma moeda que não mantém seu valor ao longo do tempo. Por exemplo digamos que nós usássemos bananas como moeda. Bom, bananas tem uma vida útil muito curta e elas logo apodrecem. Uma grande reserva de bananas logo viraria um monte de frutas podres e ninguém gostaria de trocar frutas podres uns com os outros.

O dólar e o real não apodrecem, mas graças a impressão desenfreada deles feita pelos Bancos Centrais, eles já perderam 95% do seu poder de compra. Isso acontece porque nos últimos 100 anos, houve uma expansão da quantidade de dólares e moedas fiduciárias injetadas no mercado, o que fez com que os seus valores decaíssem aos olhos dos consumidores.

O Ouro e a prata também não apodrecem: eles são duráveis, tem uma oferta limitada por causa da sua escacez e tem uma longa história de gráficos indicando que sempre manteram o seu valor de compra.

O bitcoin também não se degrada com o tempo: Dados não tem prazo de validade, até porque os uns e zeros serão exatamente os mesmos daqui a 100000 anos. Ele é uma moeda decentralizada que não é emitida por nenhuma instituição centralizada o que significa que seu valor não está suceptível a manipulações feitas por um governo ou um banco central.

Enquanto as pessoas acharem que ele tem valor ele vai ser utilizado aqui na terra, assim como o ouro.

2 – Quantidade limitada – precisa ser escassa.

Agora imagine uma moeda sem uma quantidade limitada.

Digamos que nós usemos níqueis de madeira como moeda. O que aconteceria se as pessoas começassem a cortar árvores para fabricar seus próprios níqueis?

Se as pessoas pudessem facilmente criar mais moeda para elas, os preços das coisas perderiam sua importância, afinal, se todos podem fabricar dinheiro, então porque todas as pessoas trabalhariam para ganha-lo?

Desde a criação do dólar e das moedas fiduciárias como o real, temos tido muita coisa, menos uma quantidade limitada dessas moedas.

O Banco Central criou trilhões de reais do nada desvalorizando todos os reais das pessoas nesse processo.

Em contraste, a oferta de ouro e de prata tem se mantido relativamente constante nos últimos milênios.

O Bitcoin também tem uma oferta estável. Na verdade nós podemos saber com máxima precisão, a quantidade máxima de Bitcoins que vão ser possívelmente criados no futuro.

Nunca vai ser possível criar mais do que 21 milhões de bitcoins. Esta regra está escrita diretamente no seu código de programação e foi definida no início.

Falsificar moedas também pode aumentar a oferta das moedas, enganando as pessoas. A única diferença entre o governo imprimir dinheiro e pessoas falsificando ele, é que o governo faz isso de forma legalizada, mas o resultado e consequência desses atos é exatamente o mesmo.

Felizmente, é bem difícil de se falsificar o dólar, o ouro ou a prata. Mas e quanto a algo digital como o bitcoin?

Não é possível. Ele usa criptografia matemática para o proteger de hackers e um registro de transações aberto ao público chamado de Blockchain, feito justamente para impossibilitar a falsificação e transações indesejadas.

3 – Moedas tem que ser divisíveis.

Imagine uma moeda que não pode ser dividida muito facilmente.

E se vacas fossem usadas como moeda? Como você pagaria por algo como um pãozinho?

Uma vaca vale muito mais do que um único pão e seria muito difícil dividir a vaca em unidades menores para fazer uma troca justa.

O dólar pode ser dividido facilmente até o centavo. O ouro e a prata são um pouco mais difíceis de se dividir em quantidades pequenas.

Mas e os bitcoins? Os bitcoins podem ser facilmente divididos até a casa do centésimo de um milionésimo de um bitcoin. Isso quer dizer que ele pode ser dividido em 8 casas, como: “0.00000001” e ainda ser transacionado.

4 – Moedas tem que ser portáteis.

Uma moeda saudável também deve ser portátil.

Imagine a dificuldade de usar blocos de concreto como moeda. Você não poderia leva-los para qualquer lugar ou transacioná-los ou transferi-los para qualquer lugar que quisesse.

O dólar é bastante portátil. Ouro e a prata são menos portáteis que ele, embora o fato de que no antigo padrão-ouro as pessoas costumavam carregar papéis que davam o direito de resgate destes metais e representavam a posse de certas quantidades desses metais preciosos.

Mas e os Bitcoins? Bitcoins podem ser enviados para qualquer lugar no mundo que tenha acesso à Internet instantaneamente, quase sem nenhum custo e independente de quão grande seja a transação.

5 – Moedas tem que ser confiáveis e seguras.

Existe uma grande diferença entre confiar em governos e bancos para guardar o seu dinheiro do que confiar em você mesmo para fazer essa tarefa.

Quando você deposita dinheiro num banco que é regulado e controlado pelo banco central, aparece lá no seu saldo o valor que você depositou.

Porém, o banco pode repassar uma parte ao governo na forma de depósito compulsório. E a outra parte desse total, pode emprestar para outras pessoas.

Esse dinheiro vai ser gasto pelas pessoas que pegaram empréstimos e, em algum momento, depositados novamente, só que com os juros que essas pessoas pagaram ao banco. Daí uma parte vai ser entregue ao governo como depósito compulsório novamente e outra parte, e o resto será emprestado novamente para outras pessoas. É um ciclo infinito.

Mas nada disso lhe é informado pelo seu saldo. Nada disso acontece com o seu consentimento. O seu saldo continua lá intacto no valor que você depositou. Ou seja, esse dinheiro já virou o quádruplo na mão do banco, do estado e do público. E todo mundo acha que tem direito a esse dinheiro.

O que acontece se todo mundo for sacar na mesma hora? Simples. Os bancos dirão que esse dinheiro não existe ou vão racionar todos os saques. Uma crise financeira acontece.

No Brasil, aproximadamente 48% de todo o dinheiro só existe na forma de dígitos eletrônicos e não poderia ser sacado caso todas as pessoas se dirigissem aos bancos hoje.

Isso significa que quando você confia em um banco e em estados, você tem um saldo, mas o seu dinheiro não é seu. É do banco, e ele deve a você. Então você está confiando inteiramente no banco que tem a autorização do estado para fazer isso, irá lhe pagar.

E, não se iluda, a cada crise econômica, algum governo impede seus cidadãos de resgatar o que eles possuem na conta corrente ou na poupança. Isso aconteceu na Grécia há dois anos, que é um país muito mais avançado que o Brasil. E já aconteceu no Brasil diversas vezes ao longo da história, como em 1990, quando o presidente Collor fez um confisco de poupança.

Muito diferente disso, é ter Bitcoins.

Quando você tem Bitcoins, isso quer dizer que você tem uma carteira pública com unidades que foram transferidas para essa sua carteira.

A transação feita para a carteira, fica escrita em um livro razão que é armazenado de forma descentralizada e pública por vários computadores espalhados pelo mundo: a rede Blockchain.

Isso significa que somente a sua chave privada é capaz de mover esses Bitcoins de uma carteira virtual até a outra.

Ao contrário do dinheiro de papel e o dinheiro digital de mentira que aparece na sua conta quando você olha para a tela do caixa eletrônico do seu banco, o seu Bitcoin só pode ser movimentado por você, e é uma prova legítima e imutável que não pode ser apagada, que é o fato de você ser dono dele.

Nenhum banco ou estado tem poder de movimentar seus fundos.

Por isso, o Bitcoin é a forma de dinheiro mais segura que existe no mundo.

Então qual dessas moedas é a melhor? Você que decide.

Não temos como saber qual é a melhor moeda até nós mesmos usarmos e descobrirmos isso com o tempo.

Mas se os bancos centrais continuarem inflando a base monetária e as pessoas puderem escolher formas alternativas mais baratas e fáceis de se transacionar valores, o dólar e as moedas fiduciárias não vai mais aguentar a briga com os seus concorrentes.

 


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