O cenário de criptomoedas no Brasil ainda estava engatinhando até meados de 2017. Na época, o público investidor era composto de jovens, principalmente conectados à fintech ou tecnologia em geral. O aumento nos preços e popularidade do Bitcoin e outras criptomoedas no segundo e terceiro trimestre de 2017 também foi perceptível nas terras tupiniquins. O país terminou o ano de 2017 com mais de 1.4 milhões de investidores de Bitcoin.

Relatórios publicados recentemente indicam que atualmente há duas vezes mais investidores brasileiros nos mercados de criptomoedas do que em mercados de ações tradicionais e títulos do tesouro.

A instabilidade política que existe no país, bem como os complicados procedimentos burocráticos utilizados para a abertura de novas empresas e a lucratividade do mercado mobilizaram muitos brasileiros para investir seu dinheiro em criptomoedas.

Muitos estão investindo nessa nova modalidade de investimento buscando se livrar da instabilidade, nestes tempos de incerteza política diante do país devido a casos de corrupção, muitos investidores também buscam a facilidade de comprar dólares através das criptomoedas, preferindo mudar seus ativos para a moeda dos EUA, pois tem uma reputação comercial muito boa para qualquer tipo de negociação.

ATRAÇÃO NA DESCENTRALIZAÇÃO

A população Brasileira luta constantemente com altos impostos e o excesso de burocracia. Não penas isso, mas os últimos anos também trouxeram consigo uma profunda crise econômica para o país. Tais problemas tornam qualquer oportunidade de se escapar do controle governamental e financeiro, possibilidade muito desejáveis.

E que melhor opção para isso do que as criptomoedas? Consideradas, no início, apenas uma moda, a alta nos preços de diversas moedas virtuais no ano passado gerou uma enorme demanda por mercado no país. Isso, junto com a crise financeira e outros problemas internos criou interesse pela nova tecnologia, especialmente pelas possibilidades de lucros.

Rodrigo Batista, presidente do Mercado Bitcoin, disse ao portal de notícias Portal Guandu:

“A variável de explica isso [número de investidores] é o preço do Bitcoin.”

Para outros, existem outras razões para o crescimento. Algumas pessoas apontam que a redução na lucratividade de outros investimentos também colaborou para o aumento de investidores de criptomoedas. A taxas do Tesouro Direto e poupança, um dos métodos favoritos de investimento no país, foram as mais baixas em anos, levando mais pessoas a buscarem por alternativas. Um fato interessante é que o número de investidores de Bitcoin é mais do que o dobro de investidores em Tesouro e Bolsa de Valores juntos, que correspondiam a cerca de 1.17 milhões de pessoas.

A ERA DAS CORRETORAS

Tal demanda por criptomoedas também criou uma demanda por corretoras, que permitem que investidores comprem e vendam criptomoedas. No Mercado Bitcoin, o que antes era uma média de 500 novos usuários por dia, saltou para mais de 5 mil novos cadastros diários, uma alta de 1000%. Outra corretora, a Bitcoin ToYou, conseguiu aumentar sua receita em mais de 50 vezes, atingindo cerca de U$468 mil por mês.

Entretanto, tal crescimento tem seu preço. A avalanche de novos usuários não foi algo que essas empresas preveram nem se prepararam. Isso resultou em melhorias de emergência em todas as corretoras operando no país, desde aumento no quadro de funcionários até reformulações completas dos sistemas da plataforma. Uma dessas corretoras, a FoxBit, chegou inclusive a suspender o registro de novos usuários em meados de Dezembro.

Isso não foi o suficiente entretanto, e o atraso nos serviços, principalmente na confirmação de depósitos e saques foi amplamente criticado pelos clientes. No site Reclame Aqui, o número de reclamações cresceu mais de 700%, de 804 para 6490. Batista adicionou dizendo:

“O cliente tentava entrar em contato com o suporte e não conseguia uma resposta apropriada. Clientes mais antigos, que costumavam ser ouvidos, também foram afetados.”

MAIS PROBLEMAS A FRENTE?

Mesmo com a alta popularização e sucesso das criptomoedas no Brasil, nuvens negras pairam a frente. Recentemente, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, declarou que as moedas virtuais possuem “alto risco e representam uma bolha clássica ou pirâmide.” Em uma conferência à imprensa ele disse:

“Parece com uma típica bolha, que em algum momento irá parar de subir e começar a cair. Existe o risco de bolha, pirâmide e atividades ilegais.”

O Banco Central também apontou que tais instrumentos não são emitidos nem garantidos por nenhuma autoridade monetária. Isso não parece afetar os investidores e nem mesmo desenvolvedores. Uma criptomoeda desenvolvida no Brasil, o Nióbio Cash, já está ganhando muita atenção no mercado nacional.

 

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