Por que o mercado de ações explodiu em 1995 e porque isso pode acontecer novamente em um cenário totalmente diferente?

O bull market da década de 1990 foi o aumento da capitalização de mercado mais longo e forte da história recente, e teve justificação para isso. Apesar de no meio desse período, a interferência governamental ter distorcido alguns preços e provocado uma bolha no final do século XX, o mercado de ações da internet se mantém bilionário e lucrativo até os dias de hoje.

Em 1990, o mercado parecia adormecido nos primeiros quatro anos desse bull market, até perceber qual era o real valor da internet.

Então em 13 de dezembro de 1994, o Índice Dow Jones subiu. Em um instante o mercado com esteroides fornecidos por crédito barato concedido pelo FED disparou de uma forma nunca vista antes.

O Dow, o S&P-500 e Russell-1000 triplicaram em cinco anos, e o índice Nasdaq, quintuplicou o seu valor em cinco anos.

Tenha em mente que esses ganhos não vieram de baixas artificiais ou de assets anteriormente pouco valorizados. No final de 1994, o bull market tinha mais de quatro anos de subida por causa da injeção gradual de crédito no mercado, com mais de 60% de valorização em relação as mínimas de 1990.

Assim como o mercado atual de hoje, com diversos governos do mundo praticando taxas de juros baixas ou até negativas, havia muito com o que se preocupar. Mas o mercado decolou de qualquer maneira. Depois do boom veio o bust de 2000, mas as ações continuaram a valorizar até os dias de hoje.

Isso traz à mente uma pergunta deliciosa para refletir sobre esse final de 2017: está amanhecendo novamente no mercado? É uma nova era dos investimentos?

O mercado de assets digitais poderia estar pronto para obter mais ganhos bilionários em market cap, com a tecnologia do Blockchain em evidência?

A resposta é sim. Vamos analisar porque estamos em um novo 1994.

O que aconteceu em 1994 – vs. o que está acontecendo em 2017.

1*NTnO9-yZZkyHKowA6YQdsg É 1994 para o Bitcoin e o Mercado de Criptomoedas.

O que aconteceu em 1994?

Ano de 1994, início de quando as pessoas começaram a entender do que se tratava a Internet e toda a tecnologia por trás dela, ocorreu uma super-valorização de ações de empresas relacionadas a internet, somada com um estímulo de crédito feito pelo governo, que botou esteroides anabolizantes na economia baixando o preço do dinheiro e fazendo com que ele fluísse até essas ações e as bolsas de valores de forma irracional.

A partir de julho de 1995, o FED iniciou sua campanha de abundancia de crédito e baixou rapidamente as taxas em três quartos de pontos percentuais. Enquanto isso, o Nasdaq, começou a aumentar rapidamente, cruzando 1.000 pontos pela primeira vez.

Durante o início de 1995, a Internet começou a entrar na ampla consciência do público, se tornando mainstream. Uma das empresas mais proeminentes envolvidas na transformação do que foi uma rede inicialmente acadêmica para a internet em um fenômeno comercial gigante, foi o Netscape. Três milhões de cópias do Netscape Navigator foram baixadas três meses após a sua versão inicial, tornando-se um dos softwares mais populares já lançados. A lendária oferta pública inicial (IPO) da Netscape, ocorreu em agosto de 1995. No dia em que as ações começaram a operar no mercado aberto, a demanda por ações era tão alta que os vendedores da Morgan Stanley não conseguiram encontrar um preço de compensação de mercado durante duas horas após a sessão ter começado. Quando as ações da Netscape finalmente foram negociadas publicamente, o estoque foi cotado em $71. Encerrou o dia com um ganho de 108%, valorizando a empresa em $ 2,2 bilhões. Praticamente todos os envolvidos nos IPOs ficaram extremamente ricos.

O IPO da Netscape serviu como um símbolo altamente visível para o potencial da Internet e os potenciais lucros dos investidores que podem ser obtidos ao chegar no início da oferta de um ativo que tem valor disruptivo.

Alguns fundadores de empresas relacionadas a internet fizeram grandes fortunas quando suas empresas foram compradas em um estágio inicial de oferta no mercado de ações. Esses primeiros sucessos tornaram os investimentos ainda mais dinâmicos. Uma quantidade sem precedentes de pessoas colocando investimentos pessoais ocorreu durante o boom, e a imprensa informou o fenômeno de pessoas que deixaram seus empregos para se tornarem day-traders em tempo integral.

Enquanto essa orgia especulativa estava rolando solta no mercado por causa dos estímulos governamentais e pela euforia das novas empresas de tecnologia, no final de 2000, o Nasdaq deslizou de 2471 pontos percentuais para o pico de março, que foi de 5048 pontos. Logo após isso, as ações começaram a descer até o seu patamar de estabilidade, e cresceram de forma gradual até os dias de hoje.

1*NTnO9-yZZkyHKowA6YQdsg É 1994 para o Bitcoin e o Mercado de Criptomoedas.

A baixa nas ações veio quando FED tentou engenhar um “freiada suave no mercado” com um aperto moderado nas concessões de crédito, restringindo-o. Isso desencadeou a liquidação desses investimentos inflados de forma errada na economia pelo FED, e a consequente realocação exponencial deles, posteriormente.

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Essa bolha causada pelo governo durante essa valorização natural, ficou conhecida como a “bolha dot-com” e deixou várias pessoas, literalmente milionárias da noite para o dia. Hoje o mercado de internet continua crescendo, mas de forma mais moderada.

O que está acontecendo em 2017?

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Da mesma forma que em 1994, o Bitcoin e as criptomoedas estão se popularizando como a internet em seus anos iniciais, só que agora o objetivo e a consistência do mercado é superior porque se da de uma forma descentralizada e em uma rede mundial livre de negociação, que funciona 24h por dia.

O preço do Bitcoin tem sido ajudado nos últimos meses pelo anúncio de que o maior operador de derivativos do mundo, o CME Group, vai começar a oferecer contratos futuros de Bitcoin. A empresa disse na semana passada que o futuro seria lançado até o final do ano, embora nenhuma data precisa tenha sido definida.

Hoje, a quantidade de computadores e traders atualmente é muito maior do que a de 1994. Somado com o fato de que não existem somente traders profissionais por trás dessa demanda toda, mas sim, muitas pessoas comuns que as usam no seu dia-a-dia, provado que essa valorização é perfeitamente justificável.

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No mês de Outubro de 2017, a diretora geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, deu uma declaração surpreendente, sobre o impacto que as criptomoedas poderão ter na economia nos próximos anos. Segundo Lagarde, Bitcoin e as criptomoedas em geral têm tanto futuro quanto a própria Internet. E poderão substituir Bancos Centrais e a atividade bancária como a conhecemos hoje, além de desafiar o monopólio das moedas nacionais.

Numa conferência organizada pelo Bank of England, o FMI ressaltou que as limitações técnicas que as criptomoedas enfrentam hoje em breve serão coisa do passado. Usando o conceito de Tecnologias Exponenciais da Singularity University, eu diria que as criptomoedas estão na fase da Decepção, que é anterior ao ponto de inflexão da curva de adoção pelos usuários. Neste estágio, a tecnologia costuma enfrentar várias dificuldades, que tornam o seu uso limitante. Assim, as pessoas que a experimentam tendem a considerá-los tão bons para ser verdade, que pensam que as criptomoedas são incapazes de substituir imediatamente o sistema atual.

Não se dão conta, entretanto, de que sua evolução se dá de forma exponencial e não de forma linear, como estamos acostumados a pensar, quando falamos de sistemas monetários. Assim, em poucos meses, ela terá evoluído o que nossas mentes comumente projetariam para décadas. Assim foi com o celular, o smartphone, a energia solar, e está sendo com o carro elétrico, autônomo e inúmeras outras tecnologias.

Lagarde, em sua palestra, lembrou que há não muito tempo atrás especialistas afirmavam que computadores pessoais nunca seriam adotados pelo grande público e os tablets serviriam como caras bandejas de cafés. Ela alertou para que não se faça o mesmo julgamento com as moedas virtuais.

Ela enxerga que as criptomoedas hoje são subestimadas pela indústria financeira por enfrentarem quatro grandes desafios: (a) são muito voláteis; (b) são intensivas em energia; © as tecnologias subjacentes não são escaláveis; e (d) não são ainda totalmente transparentes para os reguladores. Mas todas estas limitações serão superadas com o tempo, segundo ela.

 

Assim como Christine Lagarde, a presidente do FED, Janet Yellen, disse aos senadores que o Banco Central não pode regular o Bitcoin e muito menos moedas digitais.

“Penso que é importante entender que esta é uma inovação de pagamento que está ocorrendo inteiramente fora do setor bancário”, disse Yellen ao senador norte-americano Joe Manchin. “O Federal Reserve simplesmente não tem autoridade para supervisionar ou regulamentar Bitcoin de qualquer maneira”.

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Em 2017, ano em que as pessoas estão em processo de aprendizagem para entender do que se trata o Bitcoin, a tecnologia por trás dele e como pode substituir o papel-moeda, e é normal ocorrer uma super-valorização.

Veja nesse vídeo como a competição da criação de moedas é algo saudável que tira o monopólio de impressão monetária e do curso forçado de moeda por estados:

Entre a explosão de adoção como moeda em 10 anos de idade e a tendência da supervisão regulatória aumentar, muitos usuários do mercado institucional mainstream vão trazer dinheiro para esse rali. Em 2018, vão ter a possibilidade de comprar contratos futuros da moeda pelas bolsas de valores convencionais.

Somando isso com a disrupção e a total quebra constante do status quo – que vai continuar acontecendo –  até os estados e bolsas de valores reguladas vão tender a perder a confiança dos investidores que vão perceber as vantagens de um mercado mais livre. Plataformas feitas em Blockchain são mais seguras que centralização de dados e poder de decisões. A demanda por sistemas de bolsas de valores centralizadas e elitizadas por regulamentações restritivas vai simplesmente desaparecer.

Diferentemente no que aconteceu em 1994, o motivo da euforia atual com as criptomoedas tem embasamento econômico. A demanda pelo disruptivo é alta num mundo onde governos praticamente escravizam suas populações.

Pode causar uma disrupção tão grande no sistema financeiro e governamental quanto a própria existência da internet.  As criptomoedas estão redefinido o conceito de dinheiro em sua mais fundamental base, o que mostra justificativa para um boom tão forte, com valorizações acima de 1000%, nunca vistas antes em mercados convencionais.

Hoje, os governos vem intervindo na economia cada vez mais, como uma resposta a crise de 2008. Praticando taxas de juros baixíssimas ou até negativas e inundando o mercado com seus reais e dólares inflacionados, concluimos que o Bitcoin não é uma bolha, mas sim, o sistema de reservas fracionárias de moedas de curso forçado – impostas pelos estados ao redor do mundo – é que são super-valorizados.

As ações das empresas da “bolha dot-com” não eram recursos digitais escassos como as criptomoedas são e não resolviam o problema do gasto-duplo. Além disso, elas não prometiam mudar o sistema financeiro por completo dando base matemática, voluntária e criptográfica a essa promessa, como o Bitcoin e as criptomoedas.

O Bitcoin veio como uma resposta anti-intervencionista e anti-manipulativa após a crise, causada pela expansão de oferta monetária, o inchamento do mercado imobiliário com dinheiro falsificado legalmente e o resgate e financiamento de bancos e corporações, patrocinado por uma espécie de imposto indireto em formato de inflação. Uma verdadeira e maciça intervenção estatal na economia.

Bitcoin é a primeira moeda não manipulada por intelectuais comprometidos com os corporativistas dos Bancos. Bitcoin é a primeira moeda segura, sem Quantitative Easing, emissão irresponsável para cobrir gastos não previstos de um governo mal administrado.

O valor da criptomoeda já subiu mais de dez vezes desde o início do ano e mais do que duplicou em valor desde o início de outubro.

O Bitcoin chegou a subir 4,5 % nesta segunda-feira, sendo negociada a 9.721 dólares na exchange Bitstamp. Às 11h10 (horário de Brasília), a moeda era negociada a $ 9.639, em alta de 3,97 %.


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